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Lembro-me que ouvi o termo “briefing” nas minhas primeiras horas acadêmicas no curso de design gráfico. Procurei um dicionário inglês português para me elucidar o termo. To Brief: resumir. Levando o termo mais para a área de criação, briefing é um conjunto de dados fornecidos para atender as necessidades de quem os forneceu. A idéia me despertou grande interesse, porque até então eu achava meio enigmático o processo de criação.

Não acredito que idéias surjam do nada. Seria desvalorizar muito a experiência, as vivências nas mais variadas áreas da vida, o acúmulo de informações e seus processos. O briefing surgiu para mim, entre suas várias definições, como um organizador, que tem o objetivo de passar as informações do cliente com o menor ruído possível. Desde então o briefing é nos meus projetos peça fundamental, elemento chave.

Muitas vezes convencer as pessoas da importância de um bom briefing não é tarefa fácil. Principalmente porque o mercado está repleto de clientes que querem uma “marquinha” ou um “sitezinho simples”, e esse diminutivo dos termos, quer dizer em outras palavras na linguagem de alguns clientes: “quero pra ontem e barato, coisa simples”. Ou seja, briefing passa a ser encarado como artigo de luxo, supérfluo mesmo.

Mas acredito que seja tarefa de qualquer bom designer mostrar com argumentos a importância que tem as informações passadas pelo cliente. Na prática isso deve-se refletir no projeto, nos resultados esperados e alcançados. Uma máxima é certa, ‘um briefing ruim faz um projeto ruim’.

Na internet podemos encontrar alguns modelos de briefing, mas acredito que a eficiência é alcançada quando adaptamos alguns modelos e por fim criamos o nosso próprio. Há estúdios de design que guardam os seus modelos personalizados a sete chaves, e isso, com certeza tem uma razão de ser: modelos genéricos não suprem necessidades específicas.

O briefing é mutável a depender do projeto, do cliente, do orçamento e de mais algumas variáveis. Eu atualmente trabalho com dois modelos de briefings, um para o desenvolvimento de sites e outro para o desenvolvimento de logotipos. Ambos trilharam o mesmo caminho, foram sofrendo alterações até chegarem num ponto satisfatório.

Depois de concluir a tarefa de fazer um bom briefing é hora de pedir a equipe de criação que o leia e o compreenda. Tenho certeza, a probabilidade de erros e retrabalhos no projeto serão minimizados.

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