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Entrevista: Jamile Tormann – iluminadora

Apresento aqui uma entrevista que a Jamile Tormann (iluminadora) concedeu ao meu blog.

Para quem desejar conhecer mais de seu trabalho, visite o site dela, sempre recheado de informações e novidades.

Segue a entrevista:

Jamile, fale um pouco sobre a sua formação e início de carreira.

Trabalho há 21 anos com iluminação. Tornei-me iluminadora graças à minha fada madrinha, Marga Ferreira, que desde os meus seis anos, me levava para os teatros gaúchos todos os finais de semana. Minha escolha profissional teve influência também em minha mãe, que foi professora de artes dramáticas, em meu pai, que chegou a ser editor de revistas, meu irmão que sempre me incentivou e por muita gente que sem saber passou por mim, e me influenciou no jeito de ver “luz”, de conceber, de agir, de pensar e de ser. Como diz Kafka: “somos a quantidade de pessoas que conhecemos”. Com 14 anos me tornei assistente de iluminação de João Acir de Oliveira, então chefe do Teatro São Pedro e, entre separar um filtro e outro, meu interesse pela área cresceu. Hoje, moro em Brasília, realizo projetos de iluminação cênica e arquitetural, sempre executado por equipes das empresas atuantes no mercado, supervisionadas por minha equipe. Como pesquisadora, investigo há seis anos a educação profissional no mundo produtivo da iluminação, com o objetivo de atuar no processo de formação, bem como de encontrar subsídios para desenvolver minha proposta de regulamentação profissional no Brasil, junto à Câmara Legislativa.

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Sou sócio-fundadora de duas associações: A Associação Brasileira de Iluminação (ABIL) e a Associação Brasileira de Iluminação Cênica (ABrIC). Coordeno o curso de especialização em Iluminação e o Master em Arquitetura, ambos do Instituto de Pós-Graduação (IPOG). Cursei Arquitetura e Urbanismo, no Rio de Janeiro, e Licenciatura Plena em Artes Visuais, em Brasília, tenho pós-graduação em Iluminação, mestrado em arquitetura.

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Quais as principais dificuldades encontradas nesse início? Como as superou?

O problema, desde sempre, foi a ausência da regulamentação da profissão de iluminador.  O governo necessita deste olhar mais apurado e urgente sobre o assunto para colocar ordem na casa. Fala-se tanto em eficiência energética e etiquetagem de edifícios, sabe-se que a economia gerada pelo entretenimento é a quarta maior do mundo, que sem luz não vivemos, e ainda assim não sabemos qual profissional estará de fato qualificado para atender estas demandas e lidar com a tecnologia de ponta que nos invade a cada dia. Quem sabe projetar com luz ? Ser projetista de iluminação é ser responsável por direcionar o olhar do outro. É ser um alfabetizador visual. É oferecer conforto luminoso para todos que quiserem nos contratar e usufruir deste prazer necessário. No entanto, ainda não há esse reconhecimento e nossa profissão sequer consta na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO, do Ministério do Trabalho). Somos aquele item “outros” para a lei e para os formulários que preenchemos quando, por exemplo, fazemos um check in nos hotéis. Essa é uma das razões para eu realizar uma pesquisa, por meio do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, sob a coordenação da professora doutora Cláudia Naves Amorim. Esta pesquisa pretende revelar qual a importância do profissional de iluminação, sua trajetória, área de atuação, organização, atribuições, condições de trabalho e formação profissional e, ainda, se o mercado está apto a recebê-lo. A pesquisa será a base para a elaboração do projeto de lei que pretende regulamentar o setor e será apresentado à Câmara dos Deputados pelo deputado federal Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB/ES).

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A falta de formação do profissional de iluminação e a falta de uma metodologia de projeto, com uma linguagem unificada, são duas coisas que sempre me incomodaram muito desde o inicio. Busco desafios e tento abrir o mercado de trabalho para os que estão se formando, pesquisando e estudando, pois o empirismo acabou nos anos 90 e precisamos dar um basta a ele.

Jamile, você que também trabalha diretamente com educação, sendo coordenadora e professora do curso de pós em iluminação do IPOG, como vê a formação em iluminação nos cursos de superiores (não pós) existentes no Brasil? Falta alguma coisa?

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Não há exigência de diploma para que iluminadores/lighting designers, eu chamo “projetistas de iluminação”, possam exercer suas atividades. Não há cursos regulares de iluminação, mas sim cursos livres, esporádicos, inclusive oferecidos por empresas de iluminação.

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Os interessados devem procurar estágios com profissionais que tenham escritórios, em teatros, TVs, produtoras, lojas de iluminação, empresas de iluminação ou a indústria, para aprender na prática. Para quem tem graduação em outra área, já podem contar com os cursos de especialização em Iluminação que algumas Universidades oferecem em cidades como: Rio de Janeiro, Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Belém, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Londrina, Fortaleza, Salvador, Aracaju, João Pessoa, Natal, Vitória, São Paulo, Florianópolis e São Luiz. Tais cursos trazem em sua grade excelentes profissionais e docentes, com uma boa proposta pedagógica e de especialização para o profissional voltar ao mercado de trabalho com formação adequada.

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Uma proposta de curso, em nível superior, poderia criar diferenciais para se crescer na profissão, seja pela aquisição de um conhecimento objetivamente sistematizado, isto é, para aplicação na vida prática do mundo produtivo, seja pela inserção do profissional no campo da pesquisa, que ainda é quase inexistente no Brasil. Eu apresentei um projeto de graduação em iluminação em 2006 mas ao longo de minha pesquisa descobri que falta mesmo é função técnica, de nível técnico, no mercado. Temos deficiência de profissionais qualificados em executarem nossos projetos. Profissionais que saibam ler o que está nas plantas e ser reconhecido como tal. Espero que a pesquisa e a regulamentação da profissão, possam ajudar a modificar para melhor o cenário da formação do profissional em iluminação, no Brasil, com o apoio da indústria, das empresas e dos profissionais deste segmento.

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Pós -formação. Qual a importância disso na vida do profissional?

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Sabe-se que o mercado de trabalho, nos dias de hoje, vem exigindo dos trabalhadores níveis de formação cada vez mais altos, para que desenvolvam competências cada vez mais refinadas, exigidas pela complexidade que caracteriza a vida em sociedade.

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Segundo relatório da UNESCO para a Educação do século XXI (UNESCO, p. 1, 2002) a Educação Profissional no Brasil está mudando. O país alertou-se para o fato de que sua população economicamente ativa não pode permanecer com tão baixos níveis de escolaridade e de formação profissional.

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Nesse contexto, a educação profissional precisa proporcionar às pessoas um nível mínimo de competências que lhes possibilitem:
– Capacidade de adaptação a um aprendizado ágil e contínuo;
– Flexibilidade na aprendizagem;
– Domínio das novas tecnologias, incorporadas ao mundo do trabalho e ao conhecimento humano;
– Refletir sobre o que diz Berger Filho, quando escreveu em 2002 sobre a educação profissional e o mundo produtivo, que “o princípio da educação profissional é o da empregabilidade, pois não adianta formar pessoas para um mercado que não existe.

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O mercado existe e isso explica meu esforço para com a educação profissional.

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Hoje existem cursos de pós-graduação em iluminação, e o acesso ao conhecimento está mais fácil do que há 10 anos. A troca de informações entre os profissionais também melhorou bastante. Existe uma demanda grande no mercado de iluminação para profissionais capacitados e, nesse sentido, se o profissional quer sobreviver ao mercado, precisa se especializar. Não tem para onde correr.

Com relação ao mercado de trabalho, percebo que fora dos grandes centros, a resistência do mercado a projetos de Lighting Design ainda é grande. O que vemos na maioria das vezes é a aplicação daqueles “splashes” de luz colorida. Qual a situação atual e as perspectivas para o Lighting Design aqui no Brasil fora dos grandes centros?

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O fazer iluminação evoluiu e transformou-se no mundo produtivo, mas não tão rápido e nítido como os equipamentos de iluminação disponíveis atualmente no mercado. A razão disto está ligada ao fato de que o material humano não é tão maleável como a aparelhagem técnica. (ROUBINE, 1998, p.182).

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Quando o assunto diz respeito aos profissionais de iluminação, o ato de intervir no espaço com a luz agrega um conjunto de ações que resultam no ato de iluminar, ato sujeito às especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis, nível de conhecimento do projetista de iluminação (lighting designer) sobre o “objeto” que vai iluminar). Ser um profissional de iluminação significa pertencer a uma categoria com funções determinadas pela natureza do trabalho e conhecimento na área, que não pode se desvincular do desenvolvimento tecnológico da área e das áreas multidisciplinares com as quais é necessário dialogar.

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O cenário de iluminação no Brasil, muitas vezes, apresenta uma dicotomia: de um lado profissionais com muita prática e sem o aprendizado teórico, e outros com muita formação teórica e nenhuma prática.

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Não se trata aqui de julgar ou atribuir valores aos tipos de formação existentes, mas, antes, questionar o que seria necessário ou suficiente em termos de formação profissional. O que está na pauta, atualmente, nas reflexões que busco nutrir juntos aos pares, junto aos alunos, por exemplo, é que o mercado de trabalho, de maneira geral, vem buscando cada vez mais o profissional com conhecimento específico, aprimorado e atualizado. Em suma, alguém com desenvoltura artística e técnica, prática e teórica. Principalmente em virtude dos avanços tecnológicos e dos altos custos dos equipamentos de iluminação, bem como a sua manutenção.

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Como o debate gira em torno de formação profissional, ou, ainda, a educação profissional e a sua relevância para as demandas do mundo produtivo, que são grandes, seria o caso de reconhecer o valor de uma formação que compreenda, no objeto de estudo, a prática e a teoria como fatores indissociáveis e complementares. Pois a teoria precisa estar vinculada à prática e esta, muitas vezes, precisa recorrer à teoria para obter respostas e soluções.

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Assim, para que isto seja viável, entretanto, o mercado de trabalho precisa se adequar e promover as adaptações que se mostrarem necessárias para responder ao conjunto de necessidades que estiverem em jogo, seja por parte do empregador, seja por parte do novo ou antigo profissional.

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A demanda é grande em centros urbanos mais populosos, mas fora deles não existe ainda a cultura de se contratar um profissional de iluminação. Muitas pessoas sequer sabem da nossa existência (profissional com formação acadêmica e pós-graduado) e quando sabem, por se tratar de algo ‘novo’, muitas vezes não querem pagar o valor que cobramos.

Quais pontos falham nesse sentido e que medidas poderiam ser tomadas visando o reconhecimento da profissão fora dos grandes centros?

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Neste contexto de idéias que citei anteriormente, é necessário promover ajustes no espírito de um novo paradigma: a educação profissional do projetista de iluminação (lighting designer). Valorizar-se o estudo, o aperfeiçoamento, a teoria e a prática – o conhecimento cientifico (realização de pesquisas) em diálogo com o conhecimento adquirido empiricamente, situações de ensino e aprendizagem em favor do profissional, em favor da produção artística, em favor do mercado. Penso que há muita demanda de trabalho, mas os profissionais e o mercado de trabalho estão mais preocupados em resolver o agora e não a sustentabilidade do mercado e do profissional qualificado. É difícil o reconhecimento deste profissional fora dos grandes centros, pois as grandes indústrias estão nas grandes capitais brasileiras. No entanto, creio que o reconhecimento, por meio de lei, da nossa profissão, ajudará muito. Os profissionais também precisam se reconhecerem e compreenderem que pertencem a um núcleo de profissionais ou a uma categoria profissional.

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Uma mostra pública – como a Luminalle, Fête dês Lumières, etc – não tornaria mais fácil a visualização por parte do mercado da diferença entre o trabalho do Lighting Designer especializado do daqueles profissionais com apenas a carga horária acadêmica de sua formação universitária? Quais as possibilidades disso acontecer aqui no Brasil mesmo que em menor porte que estas internacionais?

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No Brasil já existem alguns eventos específicos, prova de que já existe um vasto mercado nessa área e público para essas mostras. Um exemplo é a Expolux, que já está indo para a 13ª edição e a Lighting Week Brasil, que acontecerá em São Paulo, no mês de setembro de 2010. Os organizadores precisam investir no material humano e a indústria precisa investir em pesquisa. O que se tem feito é marketing cultural e não cultura de disseminação em iluminação tampouco eventos de cunho científico.

“A aplicação de elementos cênicos na iluminação arquitetural” ou “A iluminação hoje em dia tem um caráter cênico”. Frases desse tipo já caíram nos discursos de profissionais não especializados na tentativa de trazer para o seu trabalho um valor a mais. Eu particularmente não percebo o Lighting Design presente nos projetos de grandes nomes da arquitetura e Design de Interiores (nacionais e locais) e sim apenas uma iluminação melhorzinha – esteticamente falando – que a anterior. Quais os pilares que o projeto deve estar alicerçado para poder realmente ser considerado um projeto de Lighting Design?

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Meu processo de desenvolvimento de projetos é sempre criar o espaço a partir da luz, encontrar a função e o significado da luz naquela obra de arte, objeto ou espaço que estou iluminando, contar uma história com ela, depois analiso os recursos que tenho disponíveis e quais podem me auxiliar a contar esta história.  Ou seja, só depois parto para as especificidades de cada situação (local, prazos, objetivos, espaço, estrutura física, outros profissionais envolvidos, tipos de equipamentos, materiais disponíveis). Neste caso, creio que os principais fatores que devem ser levados em conta são:

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1º. – cuidado e atenção. Tento pensar em várias possibilidades e achar soluções eficientes para aquele projeto. Pois não existe uma solução e sim uma para cada projeto. Projetar em escala e fazer o que está ao nosso alcance, com os pés no chão. Projeto que não é executado é sonho, não é realidade. A realidade, ou seja, a implantação do projeto de luz é que nos permite fechar o círculo infinito da criação, da contemplação, da reflexão, da mudança.

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2º. – observar onde o projeto estará inserido, sob que contexto, que cultura. Que tipo de espectador ou usuário estará se apropriando dele, o quanto o usuário se apropria, o quanto este compreende os seus signos e valores, o quanto aquela luz é importante no cotidiano de vida dele. Eu acredito que a luz influenciou e influencia até hoje a vida e o comportamento das pessoas. Gosto de projetar pensando nestas questões e o quanto posso intervir e interferir neste percurso.  Procuro conhecer as pessoas, tento me familiarizar com o “modus operandi” delas.  Observo muito e fico calada. Depois, troco idéias com quem me contratou para projetar e tento trabalhar dentro da realidade local, agregando valor àquela cultura, através da iluminação.

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Concordo com o Lighting Designer mexicano Gustavo Avilés, quando diz que “a luz pode ser considerada um elo entre aspectos subjetivos e objetivos da humanidade, pois funciona como mensageiro visual que permite ao ser humano fazer diversas correlações, como medidas lineares, volumes, área, geometria, contagem do tempo, outros eventos”.

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3º. – projeto coerente ao orçamento, para que possa ser realizado integralmente.

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E por fim – a escolha dos equipamentos (abertura de facho, desenho do facho, alcance em metros da luz, potência de luz – lumens – e temperatura de cor), em virtude dos fatores supramencionados.

Finalizando, sobre a ABIL. Como e porque surgiu esta associação?

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A ABIL é uma associação, cultural e social, sem fins lucrativos, que surgiu para desenvolver o conhecimento da luz no âmbito nacional, criando assim uma cultura da luz.  Nossa missão é oferecer cursos, organizar palestras, organizar simpósios e mostras, que visam à divulgação da produção mundial das técnicas e arte de iluminar. Editar ou reeditar publicações nacionais e estrangeiras. Disponibilizar informações sobre assuntos luminotécnicos e afins de maneira mais eficaz. Mas a correria do dia-a-dia tem nos impedido de sermos mais eficientes como gostaríamos. Mas isso não anula os motivos que deram origem à Associação Brasileira de Iluminação (ABIL), isto é, a paixão pela iluminação em suas diversas linguagens e inserção no ambiente onde o ser humano interage. Já arcamos do próprio bolso a vinda de profissionais da França, Estados Unidos, Argentina, Chile, Áustria, Alemanha, além dos profissionais residentes nas várias cidades brasileiras. Tudo isso para mobilizar idéias, compartilhar experiências, produzir uma cultura da iluminação e consolidar a profissão. Nesse sentido, quero lhe parabenizar, Paulo Oliveira, por sua gestão na proliferação da cultura da iluminação, quando idealiza a realização de entrevistas com profissionais, quando administra um blog chamado Design: Ações e Críticas. Precisamos de mais pessoas como você. Obrigada.

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copa 2014 – alerta

Bom, quem me conhece sabe que sou totalmente contra trazer este tipo de evento aqui para o Brasil por um motivo bem simples: existem muitas carências a serem resolvidas em nosso país e que são muito mais importantes que uma copa do mundo.

Mas me chamou a atenção um informativo que recebi do Revestir.com:

“Curitiba Copa 2014

No dia 31 de outubro iniciou um ciclo de palestras para alunos e professores dos cursos de arquitetura das universidades PUCPR, UFPR e Positivo, que tomaram conhecimento das propostas para desenvolver o Workshop Curitiba Copa 2014 organizado pela AsBEA-PR.

O ponto alto das palestras foram as explanações do arquiteto italiano, radicado em São Paulo, Bruno Padovane, que demonstrou de maneira objetiva e brilhante, as diversas formas de implantar, com forte impacto urbanístico, um megaevento esportivo e seus desdobramentos positivos. Posteriormente, o engenheiro paulista Fernando Telles, outro especialista na área de arquitetura esportiva, reafirmou a importância de dimensionar adequadamente os diversos formatos que envolvem um estádio esportivo. Por último, o arquiteto Carlos Dellacosta trouxe para o público presente, informações de relevância na hora de selecionar o local do evento.

Vejamos:

As três universidades citadas e envolvidas no evento tem entre seus cursos os de Design:

PUCPR

Desenho Industrial – Programação Visual
Desenho Industrial – Projeto do Produto

UFPR

Design

Positivo

Design – Projeto de Produto
Design – Projeto Visual

Isso sem contar cursos de Engenharias – pra isso os arquitetos vão precisar de muita engenharia – Artes, Turismo e várias outras que DEVEM ser aproveitadas da mesma maneira que arquitetura num evento deste porte. E olha que nem olhei os cursos de pós oferecidos por elas e que sabemos também existem em Design.

No entanto, não se vê movimentação alguma por parte das IES e das coordenadorias de cursos de Design, (produto, grafico, interiores, etc) destas e de outras IES, para inserir nossa área dentro do todo que comporá o projeto final de adequação da cidade de Curitiba às necessidades reais que este evento impõe.

ASBEA, claro, vai tentar fechar ao maximo o acesso de outras áreas à “essa bocada” em benefício umbigusta aos seus associados e nem tanto à importância do evento em si. Jajá aparecem IAB também na parada.

Portanto, creio que nossos amigos Designers, Engenheiros, Turismólogos, Artistas, Light Designers e vários outros devem começar a se movimentar para evitar que isso – projeção ou $$ – sejam aproveitado por poucos quando na verdade deveria ser um bem de TODOS.

E não digo apenas aos de Curitiba não, afinal o Estado todo tem profissionais qualificadíssimos nessas áreas e que certamente poderão contribuir em muito para isso.

Fica aqui o alerta a todos os profissionais de todas as cidades que serão sede da copa 2014.

Fica aqui também, mais um protesto meu contra panelinhas e movimentaçãoes tácitas e falaciosas de alguns grupos.

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Desenhistas de nada

Hoje enquanto almoçava, assistindo a TV vi uma triste passagem no quadro Vídeo Game. Dois casais foram chamados da platéia e as meninas teriam de fazer uma “tatoo” com canetinhas nos meninos. O tema escolhido foi TUBARÃO.

Foi de doer o resultado da brincadeira. Lamentável mesmo.

O que ficou claro ali e que facilmente percebemos no dia a dia no contato com alunos é que a educação de hoje em dia simplesmente vem destruindo qualquer capacidade de desenho que possa existir nos alunos. E a informática tem muita culpa nisso tudo.

Tanto em uma quanto na outra a visível falta de referências gráficas e pictóricas ficou claramente visível. Nenhuma foi capaz de expressar nem ao menos a conhecidíssima barbatana dorsal. Para piorar, tentaram desenhar o bicho inteiro.

 

Me lembro que no meu jardim de infância as professoras nos ensinavam a desenhar peixinhos usando como referência a letra L minúscula. Era fácil e ali aprendíamos que era possível intentar o peixe que quiséssemos.

Depois outras formas básicas nos eram ensinadas: nuvens, árvores, casinhas e pessoas “de palitinhos” e mais uma infinidade de formas que nos levaram facilmente a soltar o traçado, o risco, a mão.

A semiótica nos apresenta o mundo – que o vemos gráfico – de forma escrita e também por símbolos simples como o desenho simples de uma cadeira. Porém o que se percebe é que tanto os elementos da semiótica como, principalmente o de desenho parecem estar desaparecendo da educação.

É uma constante nos fóruns de Design e Arquitetura postulantes ao curso perguntando se tem de saber desenhar a mão. E a paúra dos THEs – as medonhas prévias?

A maioria opta por gráfico porque “tudo é feito no computador”. Alunos de séries iniciais reclamam quando o professor pede trabalhos à mão e, não difícil acontecer, alguns insistem em entregar os trabalho feitos no PC.

Muitos quando tentam entregar algo feito à mão deixam claro seu protesto e entregam trabalhos mais parecidos com garatujas.

O que acontece com o desenho?

Onde foi parar o desenho?

Onde foi parar a sensibilidade da análise, estudo e observação das formas, das referências, das estruturas?

Onde foi parar a capacidade dos professores do ensino de base em ensinar ao menos o básico do desenho?

Onde foi parar as garatujas que o ser humano foi um dia capaz de fazer?

Teremos de voltar à pré-história e, como primatas ainda não desenvolvidos, começarmos tudo do zero?

Será que é preferível agir como o Pequeno Príncipe e a sua “cobra que comeu o elefante”, diante dos clientes?

 

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5 de novembro – Dia do Designer

É isso mesmo!

Dia 5 de novembro é o dia do Designer!!!

Está chegando e o que você está fazendo em prol do design, da regulamentação profissional?

Pois bem, estaremos fazendo uma grande mobilização nacional pró-Design com ações coordenadas por todo o território nacional.

Se você, DESIGNER, ainda não se cadastrou no NING, faça-o pois as informações serão divulgadas apenas por lá.

Vamos que vamos, pois se não fizermos algo pela nossa profissão, não serão associações do tipo ABD que o farão. E quando esta diz fazer algo, já sabemos pra onde estão tentando levar a nossa profissão.

Designers de Interiores/Ambientes

Designers de Produtos

Designers de Embalagens

Designers Gráficos

Designers de Moda

Enfim, se você é Designer, formado em alguma área do Design, junte-se a nós e vamos fortalecer nossa profissão!

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Tendências: muita calma nessa hora…

É bastante comum ver pessoas antenadas e correndo atrás das tendências lançadas nos maiores eventos mundiais, seja qual for o segmento: moda, decoração, novos produtos, dentre tantos outros. Enfim, sempre temos algo de novo, praticamente todos os dias.

Mas será que isso tudo tem realmente algo a ver com você usuário, seu estilo, suas necessidades, seus sonhos e expectativas?

Muitos clientes chegam até os profissionais com recortes de revistas (ou até mesmo várias delas inteiras) dizendo: é exatamente isso o que eu quero. Isso não só compromete negativamente a vida do profissional especializado como pode complicar a sua também.

Causa estranheza quando algum profissional de Design de Interiores/Ambientes, que passou por uma formação acadêmica bastante profunda e específica tanto na área técnica quanto na criativa, se submete a simplesmente “chupar” (copiar) um projeto seja lá de onde for. Isso tolhe a capacidade criativa do profissional. Ele tem habilidades e conhecimentos para muito mais que o simples copiar algo. E, com esta prática, fatalmente ele não vai conseguir responder à altura das suas expectativas pessoais.

(…)

Gostou?

Então leia o artigo completo no meu blog www.paulooliveira.wordpress.com

Este artigo foi escrito para próxima edição da Revista Mary in Foco, de Curitiba-PR.

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Matrizes Curriculares – das Atividades Complementares

Matrizes Curriculares – das Atividades Complementares

Muita gente tem me questionado por e-mail e também tenho visto isto em várias comunidades e fóruns, sobre uma disciplina presente em muitas Matrizes Curriculares chamada “Atividades Complementares”.

Estas atividades são sempre bem vindas desde que tratadas da forma correta pelas IES. A função e objetivo delas visa a complementação para a plena formação do acadêmico com saberes e conhecimentos que por vezes não é aprendido dentro da sala de aulas.

Porém o que é mais comum encontrarmos são IES que fazem constar esta disciplina na Matriz Curricular do curso, porém a emprega de forma inadequada, pura enrrolação mesmo.

Quando você, futuro acadêmico, deparar-se com esta na Matriz do curso pretendido, questione a coordenação do curso sobre como é tratada esta disciplina durante o curso.

Muitas a colocam apenas para preencher a carga horária mínima necessária para ter o curso aprovado pelo MEC. Porém, o que acontece na realidade é que muitas utilizam esta carga horária para justificar o tempo que o aluno irá gastar EM CASA para fazer os trabalhos do curso. Ou seja, você estará pagando para realizar um trabalho onde em nada estará onerando a IES, pois este será realizado na tua casa, será o teu gasto energético, o teu material e os teus equipamentos.

Então, sempre que encontrar a tal “Atividades Complementares”,  questione a universidade sobre como é tratada esta questão.

Eles terão de explicar detalhadamente como será o processo desta disciplina e todo o ementário. Afinal, você é um cliente e estará pagando por um serviço. Logo, não pode comprar um produto às escuras.

Se perceber que esta carga horária tem a ver com a questão de desenvolvimento de trabalhos em sua casa (tipo tarefas) exija que isso seja descontado de sua mensalidade e que você  seja dispensado da disciplina pois pra esse tipo de trabalho, você  não é obrigado a pagar pra fazer uma coisa que sabe que terá de fazer independente da existência ou não desta na Matriz Curricular.

Para maior esclarecimento, listo abaixo algumas atividades que realmente podem ser consideradas como complementares:
projeto de pesquisa (iniciação e pesquisa)
visitas técnicas
monitorias
projetos
extensão e ensino
enfim, atividades acadêmicas que visem a FORMAÇÃO do acadêmico.

No caso dos estágios:

SE este for obrigatório, NÃO pode ser computado na carga horária desta disciplina.

SE este for opcional, aí PODE ser computado.

A parte de eventos também pode entrar no cômputo final desta carga horária (mas isso vai depender da regulamentação da universidade):
palestras
Feiras e mostras (promovidas pela IES)
Congressos
etc.

Portanto, muito cuidado na hora de escolher o teu curso para não comprar gato por lebre.

 

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Estágios

Muita gente me escreve solicitando informações sobre estágios.

Realmente ainda é complicado encontrarmos estágios nas diversas áreas de Design, especialmente em Interiores/Ambientes.

Muitas IES não levam em consideração este elemento fundamental e importantíssimo para a formação do aluno onde o mesmo vai adequando-se à realidade do mercado ao mesmo tempo em que vai cobrindo na prática, falhas deixadas pelas Matrizes Curriculares.

Fiz uma breve busca de alguns órgãos e empresas que buscam aproximar empresas e acadêmicos através de estágios. Vale a visitinha a cada um dos sites indicados.

NUBE – Núcleo Brasileiro de Estágios realiza a integração de estudantes, empresas e instituições de ensino. Nossa principal meta, é identificar, selecionar e qualificar estudantes para integrá-los aos programas de estágios oferecidos pelas empresas.

Estagiários.com – Painel de vagas e a disponibilização, online e imediata, do currículo do Aluno para busca, seleção e contração, de Estudantes de nível médio e universitário junto às Empresas e Instituições contratantes.

CIEE – O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) é uma instituição filantrópica mantida pelo empresariado nacional. O maior objetivo do CIEE, nestes 44 anos de existência é encontrar, para os estudantes de nível médio, técnico e superior uma oportunidade de estágio que os auxiliem a colocar em prática tudo o que aprenderam na teoria.

GNE – Aqui você encontrará diversas informações sobre o programa de estágio. Aproveite para conhecer o diferencial de uma empresa compacta, parceira e objetiva no que diz respeito as leis e procedimentos de estágios. Contrate estagiários! Conheça os benefícios para sua empresa, além
de contribuir com o futuro da nova geração de profissionais.

Bom, existem várias outras que operam em todo o país e aquelas mais localizadas. Nada que uma busca no Google não resolva.

Uma outra forma de encontrar estágios são os jornais, especialmente aqueles sobre concursos que sempre tem bastante vagas de estágios.

Se a sua IES não é cadastrada ou não cadastrou o seu curso, exija isso da coordenação do curso. É um direito seu e um dever dela.

Saudações!!!

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A rapa é dura…

e a vida não é mole nao….

Acabo de ter o desprazer de olhar o edital do mega concurso que está sendo promovido pelo (des)governo federal. Quem quiser mais informações é só acessar: http://jcconcursos.uol.com.br/DefaultInformacao.aspx?IdInformacao=11859&IdSecaoSite=2

Concurso??? Ótimo, ao menos não são CCs e o povo que entrar vai ter de mostrar competência e não apenas QI…

Porém, ao analisar os cargos e respectivas exigências notei muitas, mas muitas mesmo, incoerências.

Profissões nada a ver com o cargo estão lá listadas e outras TUDO a ver não…

Isso sem contar que vi 2 cargos para designers: 1 para produto e outro para a área gráfica. Estão mais que clara as atribuições e funções, porém, a seguir as habilitações: Desenho Industrial e…. arquitetura, claro…

Isso sem contar que ela aparece até mesmo no desenvolvimento de projetos do Ministério da Pesca no desenvolvimento de programas…. tadinhos do pessoal de engenharia de pesca…

Isso sem contar que ela aparece no IPHAN onde as atribuições são o desenvolvimento e acompanhamento de projeto???? Culturais… E onde ficam o pessoal de história, artes, etc etc etc

Isso sem contar no SFH onde o cargo destinado à financiamento, os requisitos são??? direito, economia, contabilidade e??? arquitetura…

Isso sem contar que a cada 3 cargos, em um aparece arquitetura… até mesmo nos ligados à????? pedagogia, educação….

Pois é, todos sabem que não tenho absolutamente nada contra os arquitetos (à excessão de alguns já conhecidos de todos) e muito menos com a arquitetura, porém não é assim que se faz respeitada uma profissão… Não é assim que se ganha o respeito de outros profissionais…

A impressão que passa é que quem fez este edital ou é arquiteto ou tem a mãe, esposa, filha, sobrinha, trisavó ou sei lá quem que é arquiteto na família e está desesperado pra “salvar a pele e garantir um futuro farrrrrto pra beldade “…

E também não é assim que o (des)governo federal vai mostrar o que diz ser e lutar: justo! (kkkkkkkkkk) desculpem…

E Cadê o Ministério Público que não faz nada????

FUI!

Gostem ou não!

 

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Mendigos Culturais II – A revanche

Faz tempo que não posto por aqui e o motivo é o de sempre: absoluta falta de tempo.

Porém ainda ontem o Ed Sturges fez um post que me atiçou bastante, bem na linha que eu gosto.

E hoje me avisaram de um post da Lígia em que alguém a estava atacando no nível pessoal, fora do contexto de seu post. Lá fui eu ler…

Grande Lígia!!!! Sempre precisa e certeira em suas colocações!!!

Me faz parar com tudo pra escrever um comentário que acabou por virar este post.

 

Concordo em plenamente tudo o que vc escreve e assino embaixo.

Realmente está de lastimar a péssima qualidade acadêmica dos dias atuais.

É impressionante como a maioria dos alunos parecem-se com um bando de criancinhas mimadas e birrentas que fazem biquinho quando o professor diz que tal dia vai ter prova. Ou então quando o professor pede um trabalho com no mínimo 6 laudas é aquele chororô imenso na sala.

Pior ainda quando vc pede para lerem determinado texto (alguns de apenas 1 págininha de nada) e frustra-se ao chegar na sala e perceber que de uma turma de 40, 1 leu meia boca…

Pelamordedeus galera, que porra de profissionais vcs pensam que serão?

Que respeito do mercado vocês esperam ter?

Como pretendem ser levados a sério até mesmo entre seus colegas de profissão?

Aí vem a elha ladainha:

“Ah professor mas eu nao tenho tempo”…

Não nego que já usei uma vez essa desculpa escabrosamente esfarrapada e levei uma resposta que me fez acordar pra vida. Na época eu trabalhava das 7 da manhã até as 7 da noite, corria pra faculdade e chegava em casa por volta das 0:00hs. E ainda tinha de estudar, cuidar da casa (morava sozinho), etc.

Minha professora me perguntou:

“Que horas você dorme?”

“Da 1 até mais ou menos 5:30 / 6:00hs.”

“Então não me diga que você não tem tempo de sobra.”

É a mais pura verdade cambada, se você quer ser ralmente alguém na vida tem de esforçar-se, tem de fazer por si mesmo pois ninguem o fará por vc.

Ninguém vai morrer por causa disso.

Eu não morri logo você também não vai.

Outra coisa é sobre conteúdos dos trabalhos entregues, quando entregues…

É um tal de copy/paste by web que pelamordedeus.

Vocês pensam que nós professores somos burros? Orelhudos como vocês?

Se vocês usam primitivamente o Google ou qualquer outro mecanismo de buscas para “clonarem” seus trabalhos, nós os usamos de forma mais precisa e facilmente detectamos copy/paste. E depois ainda temos de aturar reclamações, chororôs e levantes dentro de sala de aulas contra nós. Especialmente em IES particulares onde o maior “argumento” de vocês é:

“CALA A BOCA POIS EU QUE PAGO O TEU SALÁRIO!”

Ou

“VOCÊ TEM OBRIGAÇÃO DE ME DAR NOTA POIS EU QUE PAGO TEU SALÁRIO”.

E, por mais que usem desse “poder” junto às coordenações (traíras e covardes que não tem culhões de falar na cara e resolver suas pendengas como adulto), eu mantenho sempre o meu 0 (zero) de nota mesmo que em seus boletins as coordenações tenham lhes dado a média (pra quem não sabe, média refere-se a medíocre, mediano e jamais que alguém é apto ou bom).

Pra mim e tantos outros professores serão sempre alunos (-)medíocres. De medíocres pra ruins, péssimos, escroques. Dos que só produzirão posteriormente lixo profissional.

Ja coloquei aqui e repito:

Entregar um trabalho sobre a Acrópole (todos sabem mesmo do que se trata isso?) em apenas uma lauda não fechada com uma imagenzinha comum e já batida, é querer tirar onda na cara do professor e chama-lo de ignorante.

Mas não caro “acadêmico”…. O ignorante e acéfalo aqui é você mesmo. E de tão faz isso achando-se o último gás da coca-cola.

Ou então naqueles seminários (excelentes por sinal pois deveriam promover debates sérios) nos quais vocês mal conseguem defender seus pontos de vista… começam a gaguejar, suar, olhos arregalados implorando ao professor ou alguém que os tire dessa sinuca de bico. Ficam num vai e vem de contextos desconexos, totalmente perdidinhos…

Mas não, a idéia foi tua, então seja capaz de arcar com as consequências e defende-la ou ainda, assuma publicamente que você errou.

Já que gostam tanto do Pequeno Príncipe (que dandyyyy), parafrasenado-o:

“Você é eternamente (e único) responsável pelas suas próprias cagadas”.

E, como lêem tanto a Bíblia (ahahahha duvido pelos mesmos motivos que a Lígia citou no texto dela):

“Não se esqueçam de carregar presa à cintura a pazinha pra, depois de cagar, enterrar o monte.”

Uma outra coisa que me ocorreu lendo tanto o post da Lígia quanto, especialmente, o comentário da Thalya no mesmo post.

Se você não tem condições de fazer uma coisa, não se meta a besta de querer fazer.

Se quer ir pra outra cidade estudar e não vem de uma família abastada, pense que você terá de trabalhar também.

Já comece então a trabalhar o seu senso moral e ético desde este momento: com a sua família.

Estude, trabalhe, invista em tua formação, livros, cursos extras e não como a maioria: baladas, cerva, festanças, babaquices, etc etc etc.

A Thalya até que começou bem o comentário (excluindo-se as agressões pessoais – desnecessárias a quem tem bons argumentos – que desmerecem todo o restante), porém errou feio nisso aqui:

“vários de seus queridos alunos não moram com seus pais, se você fizer uma pesquisa e levantar esses dados, aposto que morderia sua língua, muitas vezes não falta apenas um livro na casa de aluguel, mas moveis, eletrodomésticos, comida, e não seria culpa dos pais por esses alunos não estarem lendo, lógico que o aluno interessado vai ir até a biblioteca procurar um livro pra analisar a sua estrutura, por isso digo cuidado com o que você fala.”

Como se pode perceber ela mesma se contradiz anulando assim qualquer tentativa de auto-flagelação quando tenta se fazer de vítima.

Nessas horas me vem à cabeça as tais politicagens inclusivas de nosso (infelizmente) DESgoverno.

O que me leva novamente ao fato: se você não tem condições de arcar, não se meta.

Se você não tem interesse o suficiente, deixe a vaga pra quem tem.

Se você pensa que vai levar na flauta assim como fez no ginasial onde era proibida a reprovação, vaza carinha, pula fora que teu lugar não é numa universidade.

Se você quer ir pra faculdade pra ficar de trololó com os colegas atrapalhando o professor que está lá tentanto dar aula e os poucos colegas de classe realmente interessados, cai fora malaco!

Você não presta pra um curso superior.

É disso que a Lígia falou e que eu coloco de forma bem clara aqui neste post.

Não se façam de coitadinhos pois nenhum de vocês é.

Não se façam de incompreendidos, pois nenhum de vocês é.

E não me venham com papinho de generalizações.

Se te doeu, se mexeu contigo é porque a carapuça de uma forma ou de outra te serviu como uma luva, então reveja TEUS conceitos e não tente jogar pedra no telhado dos outros, pois aqui quem tem teto de vidro não sou eu, não é a Lígia e nem a maioria dos professores e sim, VOCÊ, pseudo-acadêmico de araque.

Ou melhor, seguindo a moda, acadêmico de botequim.

 

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ABD – Já deu o que tinha que dar. Basta!

Recebi isso por e-mail através de um colega de profissão. Posto meus comentários depois do texto…

“Qual o futuro da Reserva Técnica?

Caros Colegas,

Realizamos no dia 07 de Maio, em parceria com a Revista Kaza, um Encontro com Empresários em São Paulo com o tema “O Futuro da Reserva Técnica”. Estiveram presentes como debatedores, o Dr. Igor Nascimento de Souza advogado tributarista, com larga experiência nas causas junto ao Ministério da Fazenda e Receita Federal, os empresários João Saccaro, diretor da Saccaro e Eduardo Machado, diretor da Artefacto, além de Renata Amaral, diretora da ABD e do Dr. Rodrigo Eterovic, advogado da ABD. Podemos resumir da seguinte maneira as conclusões que o debate nos proporcionou:

a) O mercado do design de interiores está, cada vez mais, impactado pela especificação. Muitas vezes, os negócios gerados através dos designers de interiores podem responder por até 80% das vendas em muitos fornecedores. Na média, segundo estudos feitos pela ABD, essa participação atinge a 40%, mesmo considerando lojas de materiais de construção, por exemplo.

b) Essa realidade de mercado está diretamente associada ao avanço na prática do comissionamento das empresas para os designers de interiores. Inicialmente restrita a um grupo especifico de fornecedores, em geral lojas de decoração mais sofisticadas, a reserva técnica está hoje disseminada em diversos segmentos. Grandes organizações do varejo praticam a RT. O mesmo acontece em indústrias.

c) É preciso estar atento aos desdobramentos da crescente pressão dos órgãos públicos (Ministério da Fazenda e Receita Federal) para a formalização de diversos segmentos da economia, entre eles, a área de prestadores de serviços. O pagamento da RT deve estar orientado para essa nova realidade.

d) Entende-se que a prática da RT seja legítima, porém existe de fato a necessidade de promover no segmento a adoção de certos procedimentos para que o pagamento da RT possa ser melhor estruturado nas empresas e também nos escritórios. Vejam quais são esses procedimentos:

– a empresa que concede a RT deve exigir a filiação do profissional à ABD como condição para comissionar. Isso é uma forma de proteger a empresa e o profissional no comissionamento. A ABD pode agir aplicando o código de ética, orientando seus associados (empresas mou profissionais) quando verifica uma conduta inadequada. Mas se o profissional (ou a empresa) não é associado ABD, a entidade nada pode fazer. Por isso, não basta exigir o CREA. A filiação à ABD é importante.

– o profissional para ter direito à RT deve, efetivamente, especificar o produto ou serviço para seu Cliente, materializando esse ato através do encaminhamento antecipado de uma solicitação de orçamento, com a identificação do Cliente, por e-mail ou por telefone. Outra possibilidade é o profissional visitar o fornecedor acompanhado ou não do Cliente. Em qualquer situação, deve haver a identificação do Cliente.

– a empresa que comissiona define as condições (percentual, forma e prazo de pagamento) e se compromete a cumpri-las.

– a empresa se compromete a não oferecer como desconto a RT quando o Cliente declara que não tem Arquiteto ou Designer de Interiores envolvido na operação.

– a ABD orienta os associados a serem transparentes com seus Clientes comunicando que existe uma prática no mercado – a RT – e que essa condição não afeta o preço final do produto (para isso, a empresa que pratica a RT deve se comprometer com a não alteração de preço quando existe um profissional ou concedendo descontos quando não existe).

– a ABD recomenda aos seus associados profissionais que façam da RT uma forma adicional de captação de recursos. Quando a RT representa mais do que 20% do faturamento de um escritório de Arquitetura ou Design de Interiores o negócio corre risco. Portanto, cabe à ABD fazer alertas aos associados, ajudando esses colegas a compreenderem o risco de depender de fontes de renda que não sejam fruto da remuneração pelo projeto ou administração de obra.

– a ABD continuará a promover seminários e palestras (a pauta do CONAD 2008 está toda estruturada na Organização e Operação dos Escritórios) preparando seus associados para negociar melhor seus honorários, estabelecer novas formas de remuneração e adotar sistemas modernos de gestão do negócio. Só em 2007, foram realizados 100 eventos em todo o Brasil com a presença de 12.000 profissionais.

– a ABD está preocupada com o desdobramento que a RT pode ter com a crescente pressão dos órgãos públicos que exigem a formalização da operação. Nesse sentido, está orientando seus associados na melhor alternativa para constituição de pessoa jurídica.

Importante: Associe-se à ABD e fortaleça uma instituição cuja finalidade é promover ações que possam contribuir para a adoção das melhores práticas no exercício profissional e na estruturação do mercado.

Profissional e Empresário: se você ainda não é um associado ABD acesse http://www.abd.org.br e venha participar desse movimento.

Abraços,

Roberto Negrete – Presidente da ABD”

É impressionante o descaramento e cara de pau da ABD mesmo através de informativos oficiais da associação.

Os destaques em negrito apontam para dois pontos

Primeiro: a formação de cartel é evidente o que caracteriza CRIME segundo o Código Civil Brasileiro. Seria muito mais ético e mereceria aplausos e reconhecimento de todos se a ABD lutasse por coisas do tipo independete se o profissional é ou não associado à ela. No entanto, a panelinha fervilha e eles pensam que estão acima das Leis e que só quem fica lá babando ovo merece ser tratado como profissional e respeitado como tal. No entanto cale-se e não opine pois nós ditamos as regras pois somos ditadorezinhos.

Segundo: a tentativa de colocar-se, mesmo após colocar uma falácia criminosa como a acima descrita, como entidade séria e que realmente luta seriamente pela categoria profissional. Lutar por “melhores práticas no exercício profissional e na estruturação do mercado.” nem de longe tem a ver com este tipo de açao. Muito pelo contrário, isso só reafirma a formação de CARTEL, de panelinhas umbiguistas e o uso de uma políticagem excludente típica de partidecos políticos: se você não está conosco é inimigo e como tal deve ser tratado.

O mal da ABD, o seu câncer, é exatamente esta política onde postam-se como deuses detentores de todos os saberes e direitos e que estão acima da LEI onde ignoram os apelos de seriedade e ética de quem não faz parte da mesma por causa disso.

Já cansei de enviar e-mails solicitando esclarecimentos sobre estas ações embusteiras e nunca obtive resposta alguma sobre nada. Preferem continuar em seu joguinho de faz de conta de que tudo está bem, de que tudo o que fazem é correto e o melhor para o mercado e para os profissionais.

Se fosse realmente assim, eles teriam levado à sério a reunião com o grupo de Designers que está realizando o projeto de Regulamentação do Design no Brasil e não teriam colocado-se como arrogantes imbecís do tipo “não precisamos disso pois já temos o nosso próprio projeto” como se Interiores não fizesse parte do Design. E pior, o projeto que a ABD diz ter não vai mudar absolutamente nada e tampouco faz distinção entre decorador, designer de interiores ou arquiteto de interiores até mesmo porque eles mesmos desconhecem as diferenças básicas entre elas.

Realmente chega! Já ultrapassaram todos os limites do bom senso, da falta de ética e do descaramento.

É um lixo e merece ser tratado como tal daqui pra frente.

Até então eu estava mantendo um certo tom amigável na ilusória tentativa de que alguém de lá pudesse esclarecer alguns pontos duvidosos sobre a atuação dessa associaçãozinha mequetrefe e embusteira. Porém como preferem ignorar a mim e a tantos outros Designers indignados com tudo isso, agora será no pontapé na bunda.

BASTA DE GENTE MENTIROSA E MELINDROSA QUE NAO TEM CORAGEM DE ENCARAR AS SUAS PROPRIAS MENTIRAS!

Se você é Designer mesmo (formado em alguma área do Design) e está associado à este antro, caia fora em nome do bom nome do Design Brasileiro. O post abaixo (do presidente da Kartell) tem muito a ver com isso tudo. Deixe aquele antro pros “dezáiners” e vamos juntos construir um futuro realmente sério para o Design Brasileiro.

Paulo Oliveira

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putz…

” Talvez no futuro possamos contar com designers brasileiros em nossa equipe, mas admito que só conheço o trabalho dos irmãos Campana.”

Acredite se quiser, mas a frase acima é do presidente da Kartell e foi colocada drante a sua passagem por São Paulo em maio….

Quem quiser confrir a veracidade da mesma é só comprar a revista Casa Claudia deste mês (Junho/2008) na página 28.

É impressionante como as coisas parecem não funcionar aqui no Brasil ou às vezes só servem para manter sempre os mesmos bãmbãmbãns no top ou como se fossem os únicos existentes.

Não tiro o mérito do trabalho dos irmãos Campana, nem de longe, porém parece que são só os dois que fazem Design no Brasil atualmente, que não existe mais ninguém… Às vezes vemos um ou outro raro nome despontando e até ganhando prêmios internacionais mas que rapidamente caem no esquecimento…

Onde está o trabalho e as ações prometidas por entidades que prometeram rios e mundos em sua fundação? De divulgação do trabalho brasileiro para o mercado internacional?

É… realmente urge a necessidade da Regulamentação e formalização de um Conselho Federal de Design. construído e mantido APENAS POR DESIGNERS, caso contrário, continuaremos patinando e escorregando sempre para trás…

Pense nisso.

REGULAMENTAÇÃO DO DESIGN JÁ!!!!

Você está fazendo a sua parte?

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Design de Interiores: transportes

Já fazia algum tempo que eu vinha querendo escrever sobre isso mas com a correria do dia a dia sempre acabava deixando pra depois. No entanto, em um debate com o Foster num outro blog o assunto acabou por ficar mais importante.

Falo sobre áreas de atuação em que o Designer de Interiores/Ambientes pode atuar e que a grande maioria não faz a menor idéia da existência das mesmas. Interiores de meios de transportes.

No começo do ano quando estive no litoral de São Paulo conheci uma designer que trabalha exclusivamente com interiores de embarcações. Ela começou a me falar sobre o trabalho e garanto: é encantador ao mesmo tempo que é um desafio dos grandes.

Deixando de lado a questão financeira envolvida (que é o sonho de qualquer designer) pensemos na parte técnica envolvida. Um iate ou um transatlântico são meios de transporte que necessitam sim de projetos muito específicos especialmente pelas pequenas dimensões dos ambientes. Isso também ocorre com outros segmentos: aviação, carros, ônibus, trens, metrôs, caminhões enfim, muitas possibilidades de atuação.

Dentro desta área voltada para o transporte, o trabalho do designer de interiores vai ter muita base no desenvolvimento de mobiliário específico. Ergonomia e acessibilidade serão sempre elementos primordiais neste trabalho. E, claro, não podemos deixar de levar em consideração as outras normas técnicas envolvidas, especialmente as sobre segurança.

Texto completo: http://paulooliveira.wordpress.com/2008/05/26/design-de-interiores-transportes/

 

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Um pouco de história da Iluminação

Tem material novo na coletânea da arquivos do Laboratório de Iluminação – http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/

Trata-se do texto “Luminotecnia teatral en la primera mitad del siglo XIX: de la herencia barroca a la introducción del gas” de Juan P. Arregui, originalmente publicado no no. 3 da revista STICHOMYTHIA em 2005.

O autor traça uma análise histórica da iluminação cênica no ocidente, que vai do barroco até a tecnologia de iluminação á gás.
O texto pode ser lido ou baixado em extensão “PDF” no link:
http://www.iar.unicamp.br/lab/luz/ld/C%eanica/Hist%f3ria/Luminotecnia%20teatral%20en%20la%20primera%20mitad%20del%20siglo%20XIX.pdf
Dica enviada pelo LD Valmir Perez

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P&D2008 – Requerimento

Vendo tudo o que vem rolando, tanto sobre a Regulamentação quanto sobre a padronização da Matriz Curricular de Design, e os constantes desencontros (mesmo dentro de encontros), comecei a levantar uma lebre que julgo ser o ponto X para estes dois casos: o P&D que será realizado em outubro, em São Paulo.

Segue a minha idéia:

Considerando:

– A seriedade e reconhecimento que o P&D conseguiu alcançar;
– A linha de trabalhos desenvolvidos e apresentados neste evento – pesquisa;
– O alcance acadêmico (todos os níveis) deste evento;
– a força das marcas P&D e SENAC (promotora do P&D2008);
– que o assunto sobre a regulamentação do Design no Brasil é motivo de pesquisas e debates sérios;
– que o assunto sobre a padronização das Matrizes Curriculares dos cursos de Design no Brasil vem gerando também vários debates e pesquisas;
– que, tanto a sociedade quanto o mercado e nossos parlamentares desconhecem a realidade do que vem a ser o Design;
– que o Caderno P&D é uma fonte de pesquisa e informação para os acadêmicos e demais profissionais de Design,

Requeremos:
1 – Que neste evento, já a partir desta edição, seja aberto espaço para este tipo de debates;
2 – Que este espaço seja na forma de mesa redonda e workshop por promoverem a melhor interação entre instrutor/alunos;
3 – Que não sejam priorizadas as Associações existentes mas sim, que sejam convidados profissionais engajados tanto na Regulamentação quanto da Educação;
4 – Que sejam convidados parlamentares para assistirem a estas partes como forma de sensibilizar os mesmos sobre estes e outros temas pertinentes ao Design;
5 – Que sejam convidados empresários de grandes e pequenas empresas para participar destas partes como forma de sensibilizar os mesmos sobre a importância do Design para suas empresas;
6 – Que seja convidada a mídia para cobertura do evento como um todo;
7 – Que se façam constar do Caderno P&D um relatório das ações realizadas e os resultados obtidos durante os trabalhos.

Sem mais,

Designers abaixo assinados.

Penso até em usar aquele site de petições online para fazer esta e enviar à coordenação do P&D.
O que vocês acham?

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Enquanto isso na Câmara….. lá em Brasilândia….

Parlamentares lançam frente em defesa do artesão

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Artesão Brasileiro será lançada amanhã, às 9 horas, durante evento que terá a participação de 300 artesãos representando todas as regiões do País. A frente foi criada para atuar em favor da aprovação do Projeto de Lei 3926/04, que regulamenta a profissão do artesão e cria o Estatuto do Artesão.

O projeto foi apresentado pelo deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que também é coordenador da frente parlamentar. Valverde afirma que a aprovação do estatuto é indispensável para o fortalecimento do setor, que conta com 8,5 milhões de profissionais em todo o País. Ele lembra que a comercialização de artesanato é responsável por cerca de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), movimentando anualmente R$ 28 bilhões.

O ato de lançamento da frente será realizado às 9 horas, no restaurante do 10º andar do anexo 4 da Câmara. Na ocasião, também haverá eleição de subcoordenadores da frente e a entrega aos parlamentares de um documento com o histórico da atuação dos artesãos em favor de políticas públicas para o setor. Haverá, ainda, exposição de peças artesanais no local.
E também:
Audiência discute regulamentação das atividades de artesão

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realiza nesta tarde audiência pública para discutir o Projeto de Lei 3926/04, do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que cria o Estatuto do Artesão. O debate foi proposto pela deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA).

A proposta regulamenta a profissão de artesão e autoriza o Poder Executivo a criar o Conselho Nacional do Artesanato e o Serviço Brasileiro de Apoio ao Artesanato. O projeto também autoriza o Executivo a instituir e a desenvolver o Programa Nacional de Fomento às Atividades Artesanais.

Foram convidados para o debate:
– a coordenadora do Programa de Artesanato Brasileiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Maria Dorotéa de Aguiar Barros Nadeo;
– o assessor especial do Ministério do Trabalho Marcos Ribeiro de Ribeiro;
– o diretor-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto;
– a coordenadora do Movimento Nacional dos Artesãos, Isabel Gonçalves Bezerra;
– a diretora do Departamento de Estruturação, Articulação e Ornamento Turístico do Ministério do Turismo, Tânia Maria Brizolla;
– a representante do Programa de Microcrédito do Ministério do Trabalho Ione Carvalho.

A audiência está marcada para as 14h30, no plenário 12.

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia

E nós Designers, a chupar os dedos.

Não posso deixar de lembar que a relatora que vetou o PL de regulamentação do Design confundiu alhos com bugalhos ao afirmar em seu texto que artesanato é o mesmo que design…