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Design divido em 4

O Peterson levando a discussão na lista dG, qual sua opinião sobre a proposta?. Transcrevo a mensagem dele por completo.

Considerando que:
1. O Design pressupõe um projeto criativo a serviço de uma solução proposta
2. O Design se define pela capacidade de reprodução em escala industrial dos produtos projetados
apresento uma nova configuração dos 4 GRUPOS, para debate do nosso grupo.

  • DESIGN AMBIENTAL – Escala “homem-ambiente”
    Arquitetura Pública / Urbanismo
    Arquitetura Comercial e Expositiva
    Decoração / Design de Interiores / Light Design
    Sinalização / info-design ambiental
  • DESIGN GRÁFICO – Comunicação bi-dimensional
    Design Editorial (projetos gráficos para publicações seriais)
    Design Promocional e Publicitário (folhetos, folders, etc)
    Design de Identidade Gráfica (Logotipia, cromologia etc)
    Design Artístico (ilustração etc)
    Design Tipográfico (criação de fontes etc)
  • DESIGN MATERIAL – Produtos tridimensionais, ergonômicos
    Embalagens e correlatos
    Design “Industrial” ou “de Produto”
    Design de Mobiliário
    Design de Vestuário
  • DESIGN ELETRÔNICO – Ambientes eletrônicos e digitais
    Web design
    Motion design
    Animação interativa (game design etc)
    Mobile design
    Info-design (interfaces para telas de caixas eletrônicos, por exemplo)

Por Armando Fontes

Carioca, morando no oeste catarinense, ex-baixista, ex-míope e ex-cabeludo, que crê que atividade de design ganhará cada vez mais respeito na sociedade, quando a classe como um todo, perceber que o que fazemos está mais próximo da Economia do que da Arte. Que nosso atividade gera lixo, riquezas, transformações sociais e culturais. Gestor de marcas e identidade corporativa pela PUC-MG, Designer de produtos pela UFRJ. Editor do twitter (@design_se) que uniu forças com o Espaço.com/design em 2010. Estudioso de cervejas e homebrewer da Cerveja Vilã

Autor da frase: "Minha mãe fez designer."

10 respostas em “Design divido em 4”

Concordo com o Bruno. Além do mais, de acordo com a definição “projeto criativo a serviço de uma solução proposta”, não vejo onde se encaixa o Sound Design, por exemplo. E Game Design, fica na Animação Interativa? Mas ele pode ser bi e tridimensional. Enfim, existem vários outros questionamentos…

Acho interessante que Peterson Ruiz estabelceça essa proposta de divisão do design em quatro áreas. Ele possui experiência prática e pode lançar sua opinião baseada no empirismo. Porém, na minha opinião, necessita de um embasamento teórico para não incorrer em limitações que tornam a iniciativa enfraquecida cientificamente.

Design é muito complexo pra ser dividido. Acho um grande equívoco considerar Arquitetura uma área do design. E talvez devamos nos questionar porque precisamos definir nossa área. Será que desin tem uma definição? Uma divisão?

ps.: apesar do meu comentário (rsrs), acho que “design digital” soa melhor

Bem, estabelecer essa estruturação hierárquica será sempre complicado, embora eu sinta extrema falta de uma definição “oficial”. Por exemplo, há quem questione a inserção do design no ambiente; neste segmento, estará o profissional de arquitetura e urbanismo. Enfim, há muito o que se discutir realmente e ficamos nos “acho isso”, “acho aquilo”, mas seria interessante que se formasse um grupo para debulhar esse assunto, com bases acadêmicas, bibliográficas, enfim, contando com a opinião dos grandes pensadores do design.

Como robista na área de jogos eletrônicos, há algum tempo eu questiono o termo “game design”. Tenho muitas dúvidas mas também identifico muita incoerência nos termos que aproximam jogos eletrônicos de design: game design, level design, charactere design, mission design, design bible (‘sic’ para todos eles). Pra mim, existe o design de interface nestes produtos e ponto. O resto, tendo a pensar que são “apenas” ilustração, pois não levando em consideração o usuário real, para quem é destinado efetivamente o design ? o ser humano. Exemplo: figurino de um personagem.

Até então eu sempre pensei em dois grandes grupos: design gráfico (bidimensional, visual, informação etc.) e design de produto (tridimensional, volume, ergonomia física etc.) e design de mídias eletrônicas (ou digital).

Como “novidade”, sugeriria este terceiro, o digital, separadamente do gráfico, pois toda um ramo do conhecimento é voltado para questões de interatividade, que é chave nestes meios.

Também ainda estranho muito o design levado à área de música: pra mim trata-se de música puramente, efeito especial, ambientação sonora ou mesmo sonoplastia. Exceto quando o efeito sonoro vem intimamente ligado à questões de usabilidade na interface. Exemplo: o som como elemento de comunicação ao usuário (feedback).

Muita calma nessa hora… A idéia de classificar é sempre interessante, diferente de limitar, essa reflexão ajuda a enxergar o universo de possibilidades dentro do design, ainda mais na era cross-media. Em tempos, também, de sustentabilidade em todas os meios, falar em ambiente sem gerar múltiplos interpretantes é praticamente impossível.

Pra lembrar um pouco de bibliografias fundadoras, acredito que seria importante citar Gui Bonsiepe e suas considerações sobre o ?ambiente? (environment). A nomenclatura ?Design Ambiental? (diseño, desenho, projeto) seria um contraponto para ?Controle Ambiental? (Química, Biologia, Bacteriologia, Engenharia Sanitária e Ecologia, no sentido biológico), considerando as diferentes formas de nos relacionamos com o(s) ambiente(s).

Portanto, para Bonsiepe toda a área de projetos voltados para ao homem e sua adaptação ao ambiente seria ?Design Ambiental?. Estas em escala crescente: Programação Visual, Desenho de Produto, Arquitetura, Urbanismo e Planejamento Regional. Lembrem-se, uma vez que design é projeto, a arquitetura (sim) está entre as formas de planejar o/para o ambiente.

A questão atual, não prevista nessa classificação, é a criação de novos ambientes, os espaços de comunicação virtuais, design digital, de mídias eletrônicas, ou como decidirmos chamar
😉

O termo design gráfico foi criado dentro da indústria gráfica – mídia impressa. Novas mídias foram criadas e houve uma confusão (para variar). O Peterson foi preciso no texto, limitando o design gráfico às peças gráficas e classificando o design eletrônico aos suportes eletrônicos dentro da programação visual, ou comunicação visual ou ainda, design visual.

design visual – é o design atuando em todas as mídias da comunicação visual. Esqueça “sound design” isso é outra coisa. É departamento de música.

É importante sabermos as terminologias dentro do design visual para que possamos estabelecer uma comunicação precisa em nossa área. Entre profissionais e mercado, é a falta de comunicação que gera aberrações como:
“é um produto com um novo ‘designer'”
“hoje eu vou ao hair design”

A ignorancia do que é design (e suas ramificações) prejudica nosso trabalho e muitas vezes nos leva a problemas com clientes.

Existem bibliografias: the history of graphic design do Philipp meggs.
design visual 50 anos de alexandre wollner.

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