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É comum ver um aluno da graduação de Design reclamar do salário que está sendo pago pelas agências. Muitos acusam que são explorados e que fazem muitos “serviços”, e vai além. Culpam os “micreiros” dessa sua crise existencial. Mas afinal. Você tem medo de micreiro?

Você sabe o que é um micreiro?

O termo popular micreiro serve  pra designer aqueles primos/sobrinhos/amigos/vizinhos e etc. que, mesmo sem um diploma técnico ou acadêmico prestam algum tipo de serviço de design por muito pouco ou quase nenhum custo. Estes são acusados pelo designers legítimos de apresentar um resultado muito abaixo do esperado e de roubar os seus jobs. Vamos voltar a questão anterior: você acredita que os micreiros realmente roubam, injustamente, as vagas do designers e seus resultados são mesmo abaixo do esperado?

O designer tem como alguns dos seus muitos objetivos atender o público-alvo e fixar o conceito da marca. Eles fazem um estudo minuncioso e trabalhan duro para atender. Mas e os micreiros? Sim, eles fazer exatamente o mesmo! Mas a grande difereça, meus companheiros de profissão, é: As marcas pelo qual eles trabalham pede, sim, esse tipo de conceito. Sim, tenham medo!

Os micreiros normalmente trabalham com “marcas” menores, micro-negócios locais, pequenos empreendimentos familiares que atendem o bairro e é comum inciar campanhas com peças simples simples, barata e de muita tiragem. Na semiótica, aprendemos que certos símbolos definem a sofisticação de um negócio. No exemplo abaixo vemos exatamente a diferença. Consegue perceber quem é o público-alvo das capas abaixo?

Não estou defendendo que os trabalhos devem ser desenvolvidos por micreiros. Quero e me esforço para que as peças, sites, produtos, roupas, e tudo mais que o design se mete, seja projetado com qualidade por profissionais da área. Mas devemos ter em mente que negócios pequenos pagam preços menores que somente os micreiros tem a disposição de aceitar. Eles são do povo e para o povo. Os micreiros são a veia informal do design e como qualquer área tem quem se abasteça dos seus produtos. Pare para pensar razoalvemente: você, quando tem um problema menor no seu carro leva para a manutenção numa oficina autorizada do fabricante ou leva no mecânico da esquina da casa?

Voltando ao caso das agências. Vamos pensar. Seu trabalho vale aquilo que cobra? Inverta os papéis. Se você tivesse que se contratar, você se contrataria? Você como chefe veria nesse profissional dedicação, talento, vontade de estudar, conhecimento técnico que corresponde à sua perspectiva de ganhos? Estamos falando de agências coerentes e reconhecidas, por que é claro também que existem àquelas agências-senzala que sempre querem pagar menos (vamos falar delas em outra oportunidade).

Vamos fazer a nossa parte. Estuda, estudar e estudar sempre! Os bons sempre são recompensados. E os micreiros? Vamos deixar eles de lado. Se você é tão bom como diz ser não precisa ter medo deles.

Pensem nisso.

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