Educação através do design

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Quando o Sturges levantou o papo neste post eu respondi de uma forma mais “achista” neste outro aqui.

Como ninguém é uma ilha e isso é o bacana de blog o Larusso (Daniel Barros) e o Pedro da UNESP falaram sobre um projeto sério de educação através do design.

Como eu não sou educador nem mestre muito menos doutor, trago aqui o texto que o Daniel me mandou do Professor Antonio Fontoura apresentado no P&D 2006, que (gostem ou não) é o que há de mais alto em escala de geração de conhecimento na área de design do Brasil (pelo menos até onde eu sei).

Resumo
O artigo refere-se aos resultados obtidos em um trabalho de pós-graduação, que
investigou o potencial pedagógico existente nas atividades de design ao serem
realizadas por crianças e jovens ao longo de sua formação escolar. Tem como
objetivos, esclarecer o que é a “Educação através do Design”, expor as bases
pedagógicas que lhe dão sustentação, elucidar os possíveis benefícios gerados
pela sua prática nas escolas, descrever como ela pode ser oferecida às crianças e
jovens e exemplificar alguns casos de aplicação.

Palavras Chave: EdaDe, educação através do design, design e educação

Portanto galera, não quero ver uma linha de comentário aqui nem um pio sobre o assunto até q se abalizem um pouco mais sobre a coisa, certo?

Eu sou totalmente dado (ui) a achismos, não tenho muito contra meter o bedelho nas coisas, mas quando o papo é sério é sério.

Então baixem o PDF clicando aqui, aqui, aqui ou aqui. De preferência com botão direito e “salvando como”.

🙂

PS:. Tô achando esse rebuliço muito saudável.

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  • Cara, ok… mas uma coisa eu já falo, Não dá para comparar o Fontoura com o “professor” lá. Coloquem os dois currículos um do lado do outro e vejam como as críticas ao “professor” são lógicas.

    Eu achei fantástico o projeto. Mas como ele terá força para ser implantado?
    è igual eu perguntei no comentário do texto anterior… como esse projeto ganha força, se a classe não tem força?

    É uma solução. Se é viável, eu acho que sim, mas só para o ensino da elite. O povão não terá isso na grade curricular.Minha opinião.

  • que fique certo que eu sou a favor da idéia. Só porque eu falei críticas, eu não sou contra. Pelo design… tudo.

  • A primeira coisa a entender é separar as coisas.

    O cara lá propunha ensinar design, meio q um bê a bá, isso aqui é uma proposta de utilizar o método design para montar um melhor sistema que preste o serviço da educação, o design não entra como matéria, entra como método, junto com a pedagogia, são outros quinhentos.

  • Com certeza, pô. É uma abordagem totalmente diferente. A questão pedagógica apresentada nessa tese não tem nada a ver com o rapaz dos carros, lá :b

    Bacana a idéia =)

  • Isso ai Fernando!

    O Fontoura foi além da fronteira. A base dele é Piaget, construtivismo. Uma pena ele não conhecer Paulo Freire, mas o material dele é muito válido e é uma das bases do meu TCC.

    Quando digo que ele foi além da fronteira é por que ele pegou a essencia da nossa atividade, que não se resume no produto, mas no processo, no propósito.

    Imagine uma escola inteira de EdaDe? Se o Rafael Arrivabene e a Paula Pereira estiverem por aqui, saberão que nossa escola será massa.

  • 357 páginas, mas começa mesmo na 18, rs.

    É uma abordagem diferente, e antes de continuar, peço que o povo se atente a comentar sobre essa proposta e não misturar o que foi falado lá no “Brinca Comigo”, ok.

    Não acabei de ler, pra dizer a verdade não passei da página 60, mas realmente é outra bordagem. Viajando um pouco, eu imagino que esse projeto faria uma especialização em design ou algo superfluo ou algo absurdamente bem valorizado na sociedade.

    Minha questão seria apenas sobre a aceitação. De novo, isso é como se fosse uma crítica, mas as respostas seriam apenas para ajudar. Um projeto para ter aceitação popular deve ser bem difundido. Diferente da aplicação deireta por gente que manda. Explico: se o projeto for aprovado e começar a ser aplicado, o povão ia entender a finalidade? Isso seria importante? Seria interessante para o projeto ser popular?

    Isso me veio a cabeça pela nossa atualidade. A gente não tem uma representação forte perante a sociedade. E isso seria importante para a ajuda da implementação. O preconceito de profissionais da educação poderia ocorrer.

    Vejam que analiso isso como um projeto de design, verificando seus pontos fortes (o que eu sou ignorante e pra mim o texto tá bonito) e os pontos que eu acho sem resposta (e não fracos e/ou eu não cheguei nessa parte do texto ainda).

    Sairam recentemente duas matérias sobre design nos jornais. A mais recente que eu vi foi da Gazeta do Povo (Curitiba) que não citava design como uma profissão de futuro, a outra foi na Folha de São Paulo onde falava que os designers buscavam baratear seus projetos para uma maior aceitação e o engraçado é que todos os objetos mostrados eram caríssimos e não tinha nenhum desses bartos para divulgar. Ou Apenas um, eu não lembro direito.

    Essas confusões podem atrapalhar.

    Alguém sabe se esse projeto está sendo usado em algum lugar já?

  • Olá colegas e futuros colegas
    Aqui quem vos escreve é o autor daquela tese sobre a EdaDe. Adorei os seus comentários. Só agora os encontrei. Creio que foram sinceros e para mim são sempre muito bem vindos. A EdaDe no Brasil ainda não passa de um projeto bem intencionado. O que não ocorre em outros lugares. Por exemplo: na Inglaterra a garotada do ensino fundamental freqüentam desde o primeiro ano uma disciplina chamada Design and Technology. Os educadores britânicos dizem com toda a convicção que o design e a tecnologia são as duas faces de uma mesma moeda e que não podem ser separadas. E não se trata de formar designers, mas cidadãos conscientes! Bem, para aqueles que leram um pouco a mais sobre a EdaDe, perceberam que o objetivo maior é explorar o potencial pedagógico das atividades de design na sala de aula e o meio mais adequado e viável de se colocar em prática esta idéia aqui no Brasil, seria através de programas complementares (isto está mais bem explicado na tese). Creio que o fato de vocês terem pensado e iniciado uma pequena discussão sobre o assunto, já é foi um passo à frente e muito importante. Valeu. Qualquer dúvida entrem em contato. Agradeço todas as contribuições, críticas e comentários.
    Atenciosamente,
    Fontoura

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