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Certa vez durante uma aula qualquer, o renomeado designer e professor de design Ivens Fontoura disse: “Um bom designer precisa saber de tudo“. Foi, de longe, a melhor coisa que tinha escutado nas aulas de faculdade até então.

Existem muitos designers e pseudo-designers (“micreiros e cia.“) que fazem coisas belíssimas no Photoshop e Illustrator; imagens que cativam sua atenção pela geniosidade, que inspiram e nos fazem suspirar. Mas e quanto a aplicabilidade desta imagem? O que ela procura comunicar? É possível reproduzir aquilo em grande formato? E em pequenos formatos?

Estou acostumado a escutar os calouros dos cursos de design reclamarem da disciplina de interdisciplinaridade onde turmas de produto, gráfico e moda trabalham em conjunto fazendo pesquisas em outras áreas (como engenharia, psicologia, arquitetura, etc) montando projetos em cima do que aprenderam. Em pouco tempo o sentimento quanto à disciplina muda pois notamos (a grande maioria nota) que é importante sim que um designer saiba de tudo.

É necessário sim que o designer leia jornal, é necessário sim que o designer leia livros que não tenham nada a ver diretamente com a área de design. O designer bom, precisa saber de tudo! Afinal de contas, como você vai fazer um trabalho gráfico para uma indústria mecânica sem saber o a diferença entre uma chave sextavada e uma chave Phillips?

Nada pior do que um designer que imprime algo em papel inadequado por não ter conhecer os tipos de papeis disponíveis, ou um designer que cria um novo suporte para outdoor sem entender de metalurgia e engenharia.

Mas Canha, eu só quero ser um designer que cria logos e flyers!“. Tudo bem. Afinal de contas, nem todos queremos ser os melhores no que fazemos, certo?

Você, prezado leitor, acha que um design interdisciplinar é algo ruim? Defenda-se!

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