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Design mutante

Antes de mais nada, eis me aqui de volta.

Peço desculpas a todos pelo sumiço apesar do mesmo ser justificável, talvez em um post separado deste eu o justifique melhor. Talvez…

O título acima logo se explicará. Antes preciso fazer algumas considerações do por que deste título:

Quem conhece este que vos escreve sabe que de nerd nada tenho, fujo da figura clássica do nerd, aquele rapaz franzino, de óculos, tímido e muito quieto que ama gibis, computador e matemática. Bem tirando gibis e computador o resto nada tem a ver comigo…

Neste post vou falar de Super-heróis! Sim, vamos falar do Batman, do Super Man, do Homem de Ferro, Hulk e tantos outros.

Por que? Ora, por dois motivos:

Eu quero! (simples, não?) e está na moda (motivo maior ainda).

Hollywood tem sido invadida pelos BLOCKBUSTERS de Super-Herois, produções milionárias que levam pro telão os nossos ídolos de infância. Eu acho ótimo! Sou fã incondicional de cada película mostrada até o presente momento.

Mas tudo tem os dois lados da moeda, vejo muito gente reclamando que seus heróis foram modificados para o cinema, já ouvi coisas como:

“-O Batman não usa armadura”

“-O Homem-Aranha não produz a própria teia.”

“-A origem do Hulk não é aquela!”

E a coisa vai se embora, alias basta se ter uma adaptação pro cienema que os fãs logo quicam e se tremem de medo, muitos enfatizam “Ai! Vão destruir minha infância”.

Mas a verdade é que essas “alterações” muitas vezes são mais que necessárias para adequar o “produto”a nova mídia que ele se destina, como? Tio Ed explica!

No caso dos super-heróis a grita é geral, mas é com eles que podemos ver mais claramente o motivo das mudanças. Originalmente criados e desenvolvidos para os quadrinhos eles seguem a mítica e o estilo narrativo do autor e dos desenhistas. Mas isso tem pouco peso no real motivo.

O motivo real é o publico alvo ao qual a mídia se destina, no caso dos gibis é uma mídia restrita se comparada com a do cinema onde o objetivo é de gerar milhares de espectadores e o custo da produção consideravelmente maior que o de um gibi mensal.

O publico que freqüenta o cinema também difere o dos quadrinhos, então é normal que certas adaptações no personagem se façam necessárias para tornar o mesmo mais crível ao publico do cinema, outras mudanças se dão para poupar tempo de película, ora para que mostrar Peter Parker (o homem-aranha, para quem não sabe) desenvolvendo os lança-teias que ele usa nos gibis se pode dizer que a picada da aranha deu a ele a habilidade de tecer teias? Isso poupa pelo menos 10 minutos de tempo de filme que sabe Deus lá quantos milhares de dólares custariam e não seriam tão empolgantes quanto a cena dele no refeitório do colégio foi (lembram?).

Tá certo que essas modificações não são feitas tão somente por um designer, isso é um projeto inter-disciplinar. Tem uma gama enorme de profissionais envolvida. Mas é algo que certamente podemos aplicar no nosso dia a dia.

Perdermos a idéia de Design imutável é uma ótima concepção, nos torna flexíveis e mais aptos a quebrar paradigmas…e não é para quebrar paradigmas que estamos por aqui?

Um grande abraço a todos!

Por Ed Sturges

Designer Carioca, 32 anos, formado em Desenho Industrial pela UniverCidade em 2000, atua na area de Design, Publicidade há mais de 15 anos, anteriormente como Ilustrador.

Tem como hobby artes gráficas 3D, Tattoos, Desenhos (sua grande paixão), video-games e animação

3 respostas em “Design mutante”

legal, Ed! Principalmente a parte q diz “diferente mídias, diferentes conteúdos,” ou algo parecido… e ligando tudo ao principal: o público-alvo!

Como dizia McLuhan, “a mídia é a mensagem”—mais para se sentir o peso de um meio de comunicação no conteúdo do que o contrário.

Nós somos tudo mutante, afinal.

Como tudo que tem acontecido ultimamente né Ed, todos nós estamos sem querer nos transformando em mutantes….
Mais uma vez seu texto é inteligente, sem querer “taxar” nada nem ninguém….Continue assim…..”Talvez”….rss

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